Transecção linear utilizando drone de câmera termal para estimativa de diversidade e densidade de presas de Harpia harpyja (Linnaeus, 1758) na Floresta Nacional de Carajás

Nome: JOÃO VITOR PASINATO SILVA

Data de publicação: 16/12/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
AGNALDO SILVA MARTINS Examinador Interno
AUREO BANHOS DOS SANTOS Presidente
DANTE ANDRES MELLER Examinador Externo

Resumo: Os drones constituem uma tecnologia que vem sendo amplamente utilizada no
monitoramento da vida selvagem nos últimos anos. Além de câmeras de alta
resolução, esses equipamentos incorporam recursos adicionais que auxiliam os
pesquisadores, como as câmeras termais, que permitem uma detecção mais
eficiente da fauna, especialmente em ambientes onde os animais se camuflam
na vegetação. Apesar das vantagens proporcionadas pelos drones equipados
com sensores térmicos, seu uso ainda apresenta algumas limitações, exigindo
ajustes metodológicos para maximizar a eficiência e gerar dados capazes de
estimar parâmetros ecológicos com maior precisão. Neste estudo, testou-se o
uso de drone com câmera termal em metodologia padronizada de condução
semiautônoma, com o objetivo de diferenciar áreas com e sem ninho de Harpia
harpyja a partir da detecção da fauna arborícola. Foram identificadas 10
espécies distintas, sendo todos os animais indentificados pelo menos até o nível
de classe e aproximadamente 76% até o nível de espécie, sete de mamíferos e
três de aves. A taxa de detecção obtida foi de 3,36 indivíduos/km e 0,71
registros/km. Alouatta belzebul foi a espécie mais registrada, com 41 registros e
205 indivíduos, o que permitiu estimar sua densidade na área de estudo em
15,38 indivíduos/km². A comparação entre áreas com e sem ninho de harpia não
apresentou diferença significativa quanto à ocorrência e número de registros das
espécies consideradas potenciais presas. O método demonstrou-se eficiente na
detecção e identificação da fauna arborícola diurna, especialmente de A.
belzebul, quando comparado ao método tradicional de transecção por
observação terrestre, resultando em maior número de registros e indivíduos com
menor esforço amostral. Entretanto, é necessário aumentar o esforço e testar
novos parâmetros de voo — como altitude e velocidade — e estratégias – como
voos noturnos com holofotes – para maximizar a detecção de espécies
arborícolas de menor porte, não gregárias e noturnas que foram subamostradas
neste estudo.

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